Te Cuida
Você sabe a diferença entre Escoliose, Hipercifose e Hiperlordose?
Aquela dor nas costas que parece inofensiva pode indicar problemas de desvios e deformações na coluna, principalmente para motociclistas

Praticar exercícios físicos regularmente, evitar carregar peso ou objetos pesados de um só lado do corpo, manter a postura adequada durante o dia-a-dia e a ergonomia correta no ambiente de trabalho, são alguns cuidados que devemos ter para evitar problemas em ossos e articulações. Mas, você sabe qual a diferença entre hiperlordose, hipercifose e escoliose? Estas definições englobam desvios e deformações na coluna, que não devem ser confundidos com uma simples dor nas costas.

Para a fisioterapeuta da Physica Estúdio, Camila Morgado Ribeiro, a hiperlordose, a hipercifose e a escoliose podem surgir por fatores genéticos e também por desequilíbrio muscular. “A musculatura do corpo todo, submetida a grandes esforços assimétricos durante atividades diárias, ocupacionais e físicas acumulam tensões e o desequilíbrio de forças provoca o desalinhamento da coluna, com fatores genéticos e sem alongamentos alguns casos podem ser mais acentuados que outros, com sintomas de dor e deformidades que podem afetar pernas e cabeça”, afirma.

Pacientes com hiperlordose apresentam acentuação da curvatura lombar ou cervical. É caracterizada quando a curvatura ultrapassa os 60 graus na coluna cervical e, em alguns casos, entre 40 e 60 graus na coluna lombar. As alterações posturais nos piores graus são o achatamento e escorregamento dos discos vertebrais, pinçamento de estruturas com dores e comprometimento de movimentos.

As dores lombares são muito freqüentes, não necessariamente associadas à hiperlordoses, são muito observadas em motociclistas já que a moto exige tensão da musculatura da região lombar simplesmente por se manter sentado. O tempo e a instabilidade da moto em movimento tensionam ainda mais a região promovendo muitas contraturas e acentuando o padrão para aqueles que já tem hiperlordose, efeito que se observa, pelo mesmo motivo, nas mulheres que usam muito sapato de salto alto.

No caso específico da hipercifose, a má postura durante o crescimento pode ser observada como um das principais causas. É caracterizada por acentuada curvatura localizada na coluna torácica, nos maiores graus da alteração a cabeça fica protusa à frente do corpo e os ombros rodados para dentro, os sintomas são certa limitação de expansão torácica e de movimentação dos braços acima e para trás da linha do tronco, além de dores na região e no pescoço, já que este de mantém tensionado.

Segundo a fisioterapeuta, as hipercifoses são observadas com freqüência, pois acompanham o envelhecimento. As pessoas ao longo da vida tornam-se menos ativas e por conseqüência, mais fracas. Esta fraqueza favorece o enrolamento do tronco para a frente. Também com a idade, perde-se a lubrificação e diminuem-se os espaços articulares e no caso das vértebras observa-se um achatamento dos discos intervertebrais e um aumento na rigidez entre as estruturas da coluna. “Para qualquer caso, o trabalho de reeducação postural, alongamento e fortalecimento para melhor equilíbrio da musculatura envolvida é o tratamento e a prevenção para a doença”, explica Camila.

A escoliose trata-se de um desvio tridimensional da coluna vertebral. Pessoas com esta patologia geralmente não sentem dor durante a juventude, os sintomas são mais comuns na fase adulta. As primeiras queixas são dos pais, que vêem alterações na estética dos filhos, que apresentam assimetrias no tronco, como um ombro mais elevado que o outro ou até mesmo no jeito de andar. “Além da estética, as conseqüências da escoliose podem ser dor e alteração da expansão torácica como no caso da hipercifose, além de alteração da mobilidade geral. O tratamento fisiotepêutico  começa com alongamentos, utilizando técnicas de respiração, e muito fortalecimento para a manutenção e melhora do quadro”, afirma Camila.

Na opinião da fisioterapeuta da Physica Estúdio, Camila Morgado Ribeiro, os tratamentos mais adequados para os desvios de coluna caminham para o sucesso quando médicos, fisioterapeutas e educadores físicos trabalham em conjunto. “Com um correto diagnóstico precoce, reedução postural, RPG, alongamentos, pilates,  muito fortalecimento e algumas adaptações no dia-a-dia, as chances de reabilitação aumentam, podendo reduzir o desvio e melhorar a qualidade de vida do indivíduo”, completa.

 

 

 

 

 

 

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