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Programa para redução de mortes nas rodovias incluiu metas para diminuição de feridos
ARTESP amplia programa de segurança rodoviária adotado por todas concessionárias que operam em São Paulo; metas de redução de mortes devem atingir 50% e feridos 20%

Uma notícia importante para os usuários de rodovias no Estado de São Paulo nesta Semana Nacional de Trânsito. A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) estabelece meta de redução de 50% de mortes em rodovias e 20% de feridos para as concessionárias atingirem até 2020. A redução será feita em relação aos números de 2010. Os objetivos são baseados nas metas da Organização das Nações Unidas (ONU), criadas para a Década de Ação para o Trânsito Seguro (2011-2020). Apesar da ONU ter estabelecido apenas a redução de mortes, a ARTESP vai além e define também a diminuição do número de feridos como um dos focos do programa.

Desde 2000, a Agência já desenvolve anualmente junto às concessionárias e à Polícia Militar Rodoviária o Programa de Redução de Acidentes (PRA). Até 2012, o PRA havia reduzido quase em 50% o índice de mortes nas rodovias concedidas da 1ª etapa do Programa de Concessões, que passou de 5,32 para 2,58 (entre 2000 e 2012). Entre 2009 e julho deste ano o índice de mortes caiu 30% na malha total do Programa, enquanto o índice de acidentes caiu 7,97%. Com a meta da ONU, o PRA foi remodelado para atingir novos objetivos.

Para alcançar os resultados, cada concessionária precisará traçar um novo diagnóstico do que ocorre nas rodovias sob sua responsabilidade e, em seguida, apresentar um plano de ações bienal a ser aprovado pela ARTESP. As ações serão acompanhadas mensalmente pela Agência, e a cada ano haverá uma avaliação dos indicadores e de possíveis ajustes nos planos. Assim, gradativamente, espera-se alcançar a meta de 2020.

Estado da federação que abriga as melhores rodovias do país, São Paulo vive hoje um importante momento de crescimento econômico, que leva cada vez mais veículos para a malha concedida. A ótima qualidade das pistas aliada ao desenvolvimento econômico e ao aumento de tráfego representa possibilidade de mais acidentes. Pensando nisso a ARTESP refez as metas de redução de mortes e para diminuição de feridos.

Apesar de todo o trabalho de fiscalização, educação no trânsito e das melhorias que vêm por meio de obras, o desafio de reduzir acidentes e vítimas fatais mortos é permanente, principalmente se considerarmos o crescimento da frota em circulação. A cooperação do Governo do Estado de São Paulo, da ARTESP, da Polícia Rodoviária, das concessionárias e dos cidadãos é capaz de fazer esses números caírem ano a ano. A Agência vem encarando o desafio e fazendo a sua parte para tornar as viagens mais seguras.

Para verificar eventuais problemas de segurança nas rodovias, além das estatísticas de acidentes, a ARTESP fiscaliza problemas de segurança periodicamente. Para coibir as irregularidades cometidas por usuários, a atuação acontece por meio de campanhas educativas, advertências e fiscalização da Polícia Militar Rodoviária.  A Polícia trabalha 24 horas por dia na fiscalização, utilizando inclusive as câmeras dos centros de controles operacionais (CCOs) das concessionárias para fiscalizar e autuar motoristas.

Direção segura

A segurança nas rodovias envolve basicamente três elementos: a rodovia, o veículo e o condutor. Com os investimentos realizados pelas concessionárias nas rodovias concedidas, elas oferecem segurança adequada para as condições de operação que são estabelecidas pela regulamentação da rodovia. Ao mesmo tempo, a indústria automobilística tem oferecido veículos cada vez mais seguros. Assim, também cabe ao condutor parte da responsabilidade da direção segura. Na avaliação dos acidentes verifica-se que, entre os fatores relacionados aos motoristas, três são os que mais contribuem para a causa ou para a gravidade dos acidentes: o desrespeito à velocidade máxima, a alcoolemia e o não uso de cinto.

Trânsito Seguro  

De acordo com dados da ONU, cerca de 1 milhão de pessoas morrem anualmente em todo o mundo vítimas de acidentes no trânsito. Isso faz dos acidentes de trânsito a oitava causa de morte no mundo, e é a primeira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Além disso, a cada ano entre 20 e 50 milhões de pessoas ficam feridas em acidentes.  A expectativa da organização é que, em 10 anos de ações (2011-2020), sejam salvas cerca de 5 milhões de vidas que seriam vitimadas por esses acidentes.

Em relatório divulgado este ano, a ONU recomenda que os países foquem em uma legislação mais rígida e clara que atenda os seguintes itens:

- redução de velocidade máxima, especialmente em áreas densas, como forma de preservar pedestres e ciclistas;

- leis mais rígidas para quem beber e dirigir;

- obrigatoriedade do uso de capacete para motociclistas, bem como a determinação do padrão do capacete;

- obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, inclusive no banco traseiro;

- obrigatoriedade do uso de cadeirinhas para crianças que andam de carro.

Atropelamentos

Uma das principais recomendações da ONU é que as políticas de segurança no trânsito atentem especialmente para os mais vulneráveis: pedestres, ciclistas e motociclistas. Atualmente, a maior causa de mortes em rodovias concedidas é justamente o que envolve pedestres, o atropelamento. Embora represente apenas 1,9% de todos os acidentes que aconteceram desde 2002, são os líderes em número de vítimas fatais. Em um período de pouco mais de dez anos (2002-julho/2013) 28,6% do total de mortos nos acidentes rodoviários foram vítimas de atropelamentos. 

A implantação de passarelas é parte fundamental para minimizar o problema dos atropelamentos. Atualmente, a malha concedida conta com 265 passarelas. Apenas este ano, já foram entregues oito. Apesar de as passarelas serem essenciais, também é importante que o pedestre tenha consciência de como e onde atravessar. Uma pesquisa feita pela ARTESP em 2010 mostrou que 21% das mortes por atropelamentos ocorreram a menos de 200 metros de uma passarela. Mais de 80% dos atropelamentos ocorrem à noite, quando o motorista tem a visibilidade muito reduzida.

 

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