Especial
Faixa de pedestre é para ser respeitada!
À noite as condições de visibilidade diminuem e os riscos de atropelamentos aumentam

A corda sempre arrebenta do lado mais fraco. O ditado popular tem várias aplicações, inclusive no trânsito, onde os pedestres são mais vulneráveis na disputa de espaço com motoristas, motociclistas e ciclistas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 270 mil pedestres perdem a vida por ano, em todo o mundo, o que representa 22% do total de vítimas fatais de trânsito, que é de 1,24 milhão. Ainda, segundo a OMS, são cinco mil mortes registradas por semana.

Ver e ser visto é a lição mais importante para a segurança no trânsito. “O pedestre deve estar atento para ver o veículo e vice-versa. É a melhor forma de prevenir atropelamentos”, aponta o especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo de Oliveira Campos. “Entre os fatores de risco, destaco a velocidade dos veículos, incluindo o impacto do aumento do número de motos nos corredores; a falta de calçadas amplas e em condições de caminhabilidade, fazendo com que os pedestres usem parte do leito viário para transitar; a insegurança no acesso e na travessia nos cruzamentos; a inadequada visibilidade, entre outros”.

Como consta no artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os pedestres são mais frágeis e, por isso, devem ser respeitados e observados com atenção. No entanto, a estudante de Economia da Universidade Federal do Paraná, Letícia Maria Grobério, que anda a pé e utiliza constantemente vias de maior movimento, diz não ter seus direitos plenamente assegurados. “Os pedestres são as maiores vítimas porque suas necessidades têm sido descuidadas, muitas vezes em favor do transporte motorizado. Mesmo atravessando na faixa, os acidentes ocorrem, especialmente à noite, quando a visualização fica prejudicada”, reclama. Para Letícia, é necessário repensar a maneira como são organizados os sistemas de transportes e priorizar os pedestres.

Campos avalia que onde existem pontos críticos, com elevados índices de atropelamentos e comportamentos de risco, normalmente há carência de investimentos em ações que aumentem a segurança dos pedestres e melhorem a educação. “É necessário realizar um levantamento da segurança viária, identificar e classificar os problemas e planejar medidas de intervenção. Esse trabalho deve ser permanente”, destaca.  Além disso, a dificuldade de fiscalização e punição do pedestre, como prevê o CTB, não fecha o tripé educação, engenharia e fiscalização. “Temos avançado quando o foco é o motorista, ainda que seja possível avançar mais”, completa o especialista.

Medidas empregadas para a segurança dos pedestres

Algumas ferramentas disponíveis no mercado ajudam no combate à imprudência e, principalmente, garantem a segurança dos pedestres. O DeTect, uma tecnologia da paranaense Perkons que além do controle de velocidade monitora o avanço de sinal, as lombadas eletrônicas e pardais são dispositivos de fiscalização indicados pelo especialista para aumentar a segurança. . ”O controle da velocidade reduz os riscos aos pedestres que atravessam fora da faixa ou longe das esquinas, onde a visibilidade é maior. Assim há melhores condições de o motorista ver o pedestre e parar em tempo”, explica Campos e alerta: “Infelizmente as pessoas não tendem a reduzir nos cruzamentos, uma zona de conflito nos centros urbanos, e muitas vezes aceleram para aproveitar o sinal”.

Outra medida apontada por Campos são as faixas de pedestres iluminadas. “Um aspecto que impacta na visibilidade do pedestre é a ausência de iluminação na via e vestir roupas escuras. Caminhar ao escurecer e à noite aumenta a probabilidade de atropelamentos. As travessias iluminadas implantadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, são uma solução simples e barata e que também aumenta a segurança”, explica o especialista em trânsito.

Faixas iluminadas

De acordo com o balanço de Fatos e Estatísticas de Acidentes de Trânsito, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), de São Paulo, com estatísticas de 2012, os pedestres são as maiores vítimas no trânsito da capital paulista. Dos 26.932 acidentes registrados no ano passado, 7.348 são atropelamentos, sendo mais de 500 vítimas fatais – metade das mortes de trânsito, que são 1.188 no total. Os dados apontam uma média de 19,3 atropelamentos por dia e um pedestre morto a cada 14,2 horas.

De acordo com o relatório da CET, o maior número de acidentes acontece entre 19h e 5h. Das 540 mortes de pedestres, 300 são registradas neste período. Além disso, os registros de vítimas fatais se concentram no sábado e domingo. Conforme a Companhia, neste horário os motoristas tem 18% menos visibilidade do que durante o dia.

Iluminação para segurança dos pedestres

No projeto de implantação de iluminação de faixas de travessia, segundo a CET, a principal meta foi a de iluminar o pedestre no ângulo de visão do motorista. Desta forma, a Companhia desenvolveu um refletor especial com aletas laterais reguláveis, tendo como objetivo canalizar toda iluminação somente sobre a faixa, fazendo com que a mesma se sobressaia, chamando mais a atenção do motorista.

Além disso, o feixe de luz direcionado induz o pedestre a atravessar corretamente e o respeito por parte do motorista em não parar sobre a faixa. O resultado, desde a primeiro modelo implantado em São Paulo, em 1996, é de 90% de satisfação dos pedestres que afirmaram se sentir mais seguros ao atravessar a via..

 

 

 

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